terça-feira, 30 de junho de 2009

Um pouco sobre a maternidade para vocês...


Esses dias eu estava sentada com a proprietária da escola do meu filho, comentávamos sobre a maternidade (o papel dos pais hj em dia na educação) e me surpreendí quando ela contou que para alguns pais - a maioria, infelizmente... os filhos deveriam ir para casa de banho tomado, cuidado, simples assim, como se isso realmente fosse o papel da escola... Me impressiono com tanta 'modernidade', com a falta de contato físico, com a distância que os próprios pais impoem aos filhos desde pequenos...Com essa falta de tempo, a falta do olhar, do cuidar, do afeto... As crianças precisam de AMOR (dentro disso eu coloco o que acredito e faço com meu filho desde que ele nasceu, falo do amor com limite assim como tantos psicólogos, educadores citam em livros, em palestras...)
Concordo que as mulheres antigamente eram criadas para cuidar da casa, dos filhos, etc... Percebo a diferença dos tempos e sei que o tempo é corrido, a vida é um malabarismo, as atenções são outras...Mas poxa, se temos um filho, se escolhemos isso precisamos cuidar desse bem precioso, precisamos nos educar como pais para conseguir a qualidade que nosso pequeno precisa e merece.


Tem algumas citações que eu assino embaixo, divido aqui com vocês...

"Depois que a mulher se torna mãe, sua personalidade e suas relações afetivas nunca mais são as mesmas: a presença da criança transforma completamente a visão que a mulher tem de si mesma, o casamento e a vida!"

"A máscara da maternidade é o sinal externo e visível da conspiração do silêncio, é o que reduz nossa fúria a murmúrios e abranda o sofrimento, transformando-o em resignação."

"...é que o faz-de-conta pode se tornar tão convincente que enganamos até a nós próprias."

"Uma pesquisa feita no Reino Unido descobriu que metade das mães com filhos menores de 5 anos, apresentam sintomas de intenso sofrimento emocional regular ou continuamente!"

"...tudo passa tão depressa!!!!" (o imperativo biológico!)

"...a maternidade é a mais enfraquecedora de todas as capacidade biológicas e está entre as mais desautorizadoras de todas as experiências sociais..."

"...as outras mulheres são rivais em potencial, em vez de possíveis companheiras de viagem..."

"...o desamparo do recêm-nascido impotente apresenta à mulher o teste supremo de sua capacidade de cuidar de alguém. Estar a sua disposição 24 de horas por dia; de longos períodos sem as horas necessárias de sono; de rotinas fisicamente exaustivas de alimentação frequente da criança, troca de fraldas, banhos e lavagem de roupa; de preocupação com gases, prisão de ventre e outros problemas digestivos;..."

"O choque de ser interamente responsável por alguém deixa as mulheres vulneráveis no plano emocional, sua vida se torna literalmente desequilibrada."

"Com o nascimento do primeiro filho a carga de trabalho doméstico de uma mulher aumenta em 91%."

"Para muitas de nós, o trabalho remunerado é uma saída necessária da panela de pressão emocional dos padrões auto-impostos de excelência materna!".

"...quanto maior a autonomia de que uma mulher desfrutava antes da maternidade, mais vai sentir sua perda. Ao mesmo tempo amamos nossos filhos tão absoluta e ferozmente quanto as mães sempre amaram."


"Ao comparar os meios e os fins, não há dúvida sobre o que a balança vai mostrar. Nove meses de desconforto, até mesmo nove meses de sofrimento intenso, são uma pechincha que a gente paga por um ser humano inteiro."

E com tudo isso a melhor de todas...

"A maternidade é o papel mais importande de todos na minha vida!"(também penso assim, mas é preciso reconhecer o quanto é difícil!)



Esse livro é fantástico, se quiser aí vão os dados:

A Máscara da Maternidade - Por que fingimos que ser mãe não muda nada?

De Susan Maushart - Editora Mellhoramentos.

Ame-se


Somos treinados, desde cedo, a amar mais aos outros do que a nós, pois
aprendemos que ao doar nosso amor, recebemos de volta a atenção do
outro. E isto é tudo que precisamos para termos avalizadas nossas
qualidades e nosso valor.

Infelizmente, a maioria dos pais não têm consciência do quão
importante é o ato de estimular e fazer crescer nos filhos o
amor-próprio e a auto-estima.


Ao invés disso, cobram-lhes a perfeição ou comparam-nos com outras
crianças e jovens que consideram mais talentosos que os próprios
filhos.

Criam, então, pessoas medrosas, inseguras e incapazes de ver em si
qualidades suficientes para que sejam valorizadas pelos outros.


Como não se pode apagar o passado, de nada adianta culpar os pais ou
ficar lamentando o que não aconteceu. O que nos resta é "desconstruir"
esse eu e fazer nascer em seu lugar alguém que consiga perceber em si
as qualidades com as quais veio ao mundo.

Ninguém, por mais desencaminhado que esteja pela negatividade e o
desamor, é desprovido de algum talento e de potencial para a
realização. Esta é uma condição inerente ao ser humano, visto que o
divino nos dota a todos dos mesmos poderes, sem distinção. As
condições de vida de cada um é que determinarão o grau de
distanciamento desse estado natural.

A tarefa não é fácil, mas é possível, sim, reverter o sentimento de
auto-rejeição que muitos ainda carregam. É necessário um esforço
consciente para apagar os registros negativos que abalaram a fé em seu
próprio poder.

O primeiro passo é parar de comparar-se com os outros, pois não
importa que existam seres mais inteligentes, bonitos ou realizados que
nós.


A tarefa primordial consiste em ouvir nosso coração e descobrir o que
ele tem a nos dizer sobre quem, de fato, somos e do que precisamos
para sermos felizes.

A resposta sempre virá, desde que estejamos empenhados verdadeiramente
em ouvi-la. O passo seguinte é reunir a coragem necessária para correr
atrás de nossos objetivos, com a consciência de que a vida algumas
vezes colocará obstáculos em nosso caminho.

Mas, se estivermos plenamente imbuídos de compaixão e de amor
incondicional por nós mesmos, nada será capaz de nos fazer desistir da
felicidade que acreditamos merecer.

Quanto mais conseguirmos rir de nossos tropeços e de nossa tendência a
assumir o papel de "maiores vítimas do mundo", mais próximos estaremos
de aceitar amorosamente quem somos e enxergar com clareza nossas
virtudes.

Criando a própria vida

Criamos continuamente possibilidades em torno de nós, mas nos
surpreendemos quando elas acontecem. Vigie bem suas idéias e observe
como elas criam sua vida. Alguém pensa que é um fracasso, que não vai
fazer nada na vida. Realmente, essa pessoa não irá fazer nada porque
sua idéia está criando a sua realidade. Quanto mais ela achar que não
está conseguindo nada, quanto mais essa idéia for reforçada pelo
feedback, mais ela achará que está se tornando um fracasso. Cria-se um
círculo vicioso.

Quem pensa que vai ter sucesso, é bem-sucedido; quem pensa em ficar
rico, enriquece; quem pensa que não vai enriquecer, permanece pobre.
Experimente e você ficará admirado; algumas vezes, nem vai acreditar.

Se um homem pensa que jamais encontrará um amigo, ele não encontrará.
Ergueu em torno de si a Muralha da China; não está disponível. Ele
precisa provar que sua idéia está certa, lembre-se. Mesmo que alguém
se aproxime com grande cordialidade, será rejeitado. Ele precisa
provar sua idéia; está muito comprometido com ela. Não irá se desviar
dessa idéia, porque ela é uma parte importante de seu ego. Ele precisa
provar ao mundo que tinha razão, que ninguém pode ser seu amigo, que
todos são inimigos. E pouco a pouco todos se tornarão seus inimigos.

Observe a sua mente. Você está constantemente criando sua vida, está
constantemente fabricando sua vida".

Osho, do livro "Vá Com Calma"